Aprenda a aplicar o mapa de jornada do cliente e gerar valor 

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Pessoa utilizando tablet com ícones digitais conectados, simbolizando os diversos canais e interações da jornada do cliente no ambiente omnichannel.

Em um mercado dominado pela exigência de fluidez, a experiência do cliente não pode mais ser fragmentada.  

Para CEOs, CMOs e CDOs, o mapa de jornada do cliente se consolida como o instrumento central para alinhar a estratégia de negócios com a realidade da interação do consumidor.  

Atualmente, o desafio é transformar esse mapa estático em um guia dinâmico, totalmente conectado aos dados e capaz de orquestrar a experiência em canais e em tempo real. 

Entenda como isso funciona na prática. 

Por que mapear a jornada omnichannel 

O mapeamento da jornada vai além de um exercício de design. Ele é um diagnóstico de eficiência e um roteiro para o crescimento.  

Ao identificar e remover pontos de atrito (fricções), a jornada melhora o engajamento e a satisfação, elevando o Customer Lifetime Value (CLV). Clientes que navegam sem esforço tendem a comprar mais e permanecer por mais tempo.  

Também é importante mapear os touchpoints revelando redundâncias e falhas que geram chamadas desnecessárias no SAC (cost-to-serve) ou altos índices de devolução. Reduzir o CES (Customer Effort Score) diminui o churn e o custo de atendimento.  

Um mapa preciso permite usar dados primários (first-party data) para acionar as mensagens certas na mídia paga, otimizando o ROAS e reduzindo o CAC. 

É importante saber que o mapa de jornada do cliente foca na “frente do palco” (o que o cliente vê, sente e faz).  

Já o Service Blueprint se aprofunda nos “bastidores” (processos, sistemas e pessoas) necessários para entregar aquela experiência. Ambos são cruciais para a execução omnichannel

Método em 6 passos para o mapa de jornada omnichannel 

Para criar um mapa de jornada do cliente acionável, o processo deve ser sistemático e orientado a dados: 

1) Levantar touchpoints e canais 

Liste todos os pontos de contato: site, aplicativo, loja física, WhatsApp, e-mail, mídia paga, SAC (voz e chat).  

Entenda onde o cliente interage, garantindo que a jornada seja de fato omnichannel. 

2) Mapear etapas do ciclo de vida 

Defina as grandes fases da relação do cliente com a marca: Descoberta, Consideração, Compra, Onboarding, Uso, Suporte e Fidelização.  

O foco não é o funil de vendas, mas o ciclo de vida completo. 

3) Capturar pensamentos, sentimentos e fricções (JTBD) 

Em cada etapa, use o framework Jobs-to-be-Done (JTBD) para entender a motivação do cliente.  

Quais são seus objetivos? O que o frustra? Identifique as fricções que geram desconfiança ou abandono. 

4) Identificar momentos de verdade e métricas 

Os Momentos de Verdade são interações críticas onde a marca pode ganhar ou perder o cliente (ex: o primeiro uso do produto, a resolução de um problema).  

Para cada momento, defina métricas: NPS, CSAT ou CES de satisfação, e FCR (First Call Resolution) ou TTFV (Time to First Value) de eficiência. 

5) Desenhar o backstage (service blueprint) 

Equipe de profissionais planejando um mapa de jornada do cliente em um quadro de vidro com anotações coloridas, representando o design de experiências omnichannel.

Aqui entra a visão do C-level: mapeie os processos, os SLAs (Acordos de Nível de Serviço), os sistemas e as integrações que sustentam o frontstage.  

Quem é o owner de cada etapa? Quem dispara qual comunicação? 

6) Priorizar oportunidades e definir OKRs 

O mapa revelará um backlog de melhorias. Priorize-o usando frameworks como ICE/RICE (Impacto, Confiança, Esforço) e traduza os insights em OKRs (Objetivos e Resultados-Chave) trimestrais de CX para cada squad. 

A transição do diagrama para a ação exige uma infraestrutura de dados moderna. É aqui que a Customer Data Platform (CDP) se torna indispensável.  

Do mapa à execução: CDP e orquestração em tempo real 

O CDP resolve o principal desafio omnichannel: unificar o cliente que navega no site (GA4), compra no app, liga para o SAC e interage com o e-mail. A resolução de identidade garante que o histórico e as preferências do cliente sejam consistentes em todos os touchpoints. 

Com um perfil unificado, o CDP pode criar audiências acionáveis (ex: “clientes em risco de churn que usaram o cupom de desconto”).  

Ele permite orquestrar a next best action em tempo real, acionando um trigger comportamental (ex: oferta personalizada no push notification 5 minutos após um evento de abandono). 

O CDP é a central de governança. Ele não apenas armazena os dados, mas aplica o consentimento e as preferências (LGPD) em cada interação, assegurando que a personalização seja legalmente compatível. 

A aplicação bem-sucedida do mapa de jornada do cliente omnichannel é o que diferencia empresas focadas em transação de empresas focadas em relacionamento.  

Para o C-level, é o plano de ação que transforma a visão da experiência em resultados concretos: maior CLV, menor churn e maior eficiência operacional.  

O passo seguinte é garantir que os squads de produto, marketing e atendimento estejam alinhados ao mapa e instrumentados com um CDP para orquestrar as ações em tempo real. 

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